quarta-feira, outubro 27, 2010

''Síndrome Do Pânico"


Coração disparado,falta de ar,sensação de desmaio,esses são alguns dos inúmeros sintomas da síndrome do pânico.Eu já passei por isso,e hoje,me sinto mais forte,e praticamente curada,graças a minha fé em Jesus e a Doutrina Espírita que me trouxe muitos esclarecimentos a cerca do problema.
È importante salientar que a ajuda de um bom psicólogo e se necessário for o auxílio de medicamentos ajudam no tratamento.
Na verdade a síndrome do pânico, na visão espírita trata-se de resquícios que trouxemos de nossas vidas passadas, problemas esses,que não foram resolvidos, e agora em nossa reencarnação,surge com o medo.
Claro que Deus nos beneficiou com o véu do esquecimento,porque se lembrassemos de nossos erros passados,nosso medo,dor e sofrimento ,seriam maiores.
Se você estiver passando por isso ao ler este texto,saiba que não está sozinho,que com muita fé, e coragem todas as dores passam,pois,Deus nos quer FELIZES! (Postado por Liudmila Carla Pinheiro na Rede Amigo Espírita)

CONSIDERAÇÔES

Em 1980 foi estabelecido como sendo uma entidade específica, diferente de outros transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado como síndrome de pânico, ou melhor elucidando, como transtorno de pânico, em razão de suas características serem diferentes dos conhecidos distúrbios.

A designação tem origem no deus Pan, da Mitologia grega, caracterizado pela sua fealdade e forma grotesca, parte homem, parte cabra, e que se comprazia em assustar as pessoas que se acercavam do seu habitat, nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o medo.

Durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, psicas-tenha, hipocondria, histeria, depressão atípica, agorafobia, até ser estudado devidamente por Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico em uma jovem nos Alpes Suíços. Anteriormente, durante a guerra franco-austríaca de 1871, o Dr. Marion Da Costa examinou pacientes que voltavam do campo de batalha apresentando terríveis comportamentos psicológicos, com crises de ansiedade, insegurança, medo, diarréia, vertigens e ataques, entre outros sintomas, e que foram denominados como coração irritável, por fim tornando-se conhecido como Síndrome de Da Costa, pela valiosa contribuição que ele ofereceu ao seu estudo e terapia.

A síndrome de pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 a 40 anos de idade, alcançando, na atualidade, expressivo índice de vítimas, que oscilam entre 1% e 2% da população em geral.

Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando grande número de pacientes a aflições inomináveis. Existem fatores que desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência e podem ser catalogados como físicos e psicológicos.

Já não se pode mais considerar como responsável pelos distúrbios mentais e psicológicos uma causa unívoca, porém, uma série de fatores predisponentes como ambientais, especialmente no de pânico.

Entre os primeiros se destacam os da hereditariedade, que se responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do distúrbio de pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico, quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise.

Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no excesso de serotonina sobre o Sistema Nervoso Central, podendo ser controlada a crise mediante aplicação de drogas específicas tais clonazepam, não obstante ainda seja desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro-receptor.

O surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de morte, gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente.

A utilização de palavras gentis, os cuidados verbais e emocionais com o paciente não operam o resultado desejado, em razão da disfunção orgânica, que faculta a instalação da ocorrência, embora contribuam para fortalecer no enfermo a esperança de recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a sucessão dos episódios devastadores.

Não raro, o paciente, desestruturado emocionalmente e vitimado pela sucessão das crises, pode desenvolver um estado profundo de agorafobia ou derrapar em alcoolismo, toxicomania, como evasões do problema, que mais o agravam, sem dúvida.

É uma doença que se instala com mais freqüência na mulher, embora ocorra ambém no homem, e não se trata de um problema exclusivamente contemporâneo, resultado do estresse dos dias atuais, em razão de ser conhecida desde a Grécia antiga, havendo sido, isto sim, melhor identificada mais recentemente, podendo ser curada com cuidadoso tratamento psiquiátrico ou psicológico, desde que o paciente se lhe submeta com tranqüilidade e sem a pressa que costuma acompanhar alguns processos de recuperação da saúde mental.

O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais porém, da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de distúrbio de pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares com essa disfunção explícita.
Indispensável esclarecer que, embora a gravidade da crise, o distúrbio de pânico não leva o paciente à desencarnação, apesar de dar-lhe essa estranha e dolorosa sensação.

Joanna de Ângelis
Da obra "Amor, Imbatível Amor".
Psicografado por Divaldo P. Franco.

Se não houver vento... reme! com Roosevelt Tiago



A frase em referência é título do mais novo livro do conhecido palestrante empresarial Roosevelt Tiago, de Barra Bonita/SP. Ele esteve realizando palestras com o tema do livro editado pela Editora Solidum. Esteve pela primeira vez em duas casas espíritas da região. No dia 24/10 (domingo) no Centro Espírita Caminheiros do Bem em Auriflama/SP e no dia 25 (segunda) no Centro Espírita Chico Xavier na cidade de Jales/SP.


Com uma ótima oratória Roosevelt prendeu o público para os ensinamentos da Doutrina Espírita , destacando os três remos que precisamos encontrar conosco mesmo para a nossa evolução espiritual e a busca da felicidade enquanto encarnados, pois nascemos todos para a felicidade, mas permanecemos cegos por ignorar as próprias potencialidades.



Estive presente nas duas palestras, pois não cansei de ouvi-lo, sempre com um bom humor característico despertou-nos para a necessidade de utilizarmos os remos nos momentos que não houver vento.

Ofereço a todos o áudio desta palestra, realizada em Auriflama e o vídeo da palestra realizada em Jales estará também disponível na Rede Amigo em breve. Descubra quais são os 3 remos, ouvindo a palestra acessando aqui


Abaixo um trecho do livro:

"Depois das cicatrizes emocionais, a dependência afetiva é o sentimento que mais eclipsa nossa visão a respeito de nossa capacidade.
Nutrir a idéia de que você não precisa das pessoas para ser feliz não quer dizer que você tenha que optar por uma vida solitária, mas apenas que não se pode colocar nos ombros dos outros a responsabilidade por sua própria qualidade de vida.
Quando for refletir ou meditar, lembre-se de que você é a pessoa mais importante de sua vida e, crendo nisso, estará pronto para amar, servir, viver e conviver com mais felicidade e paz. " Roosevelt Andolphato Tiago



quinta-feira, outubro 21, 2010

PROGRAMA AO VIVO NA REDE AMIGO ESPÍRITA

PARTICIPE DO PROGRAMA AO VIVO COM PERGUNTAS 
AO ORADOR ISMAEL BATISTA DA SILVA
TRANSMISSÃO PELA REDE AMIGO ESPIRITA,

PERGUNTAS ATRAVÉS DE:

E-MAIL: espiritaamigo@uol.com.br
MSN: redeamigoespirita@hotmail.com
CHAT COM VIDEO E AUDIO: http://pt-br.justin.tv/redeamigoespirita
Senha de acesso para o chat: amigoespirita

OU PELO FONE: (17) 3482-2509 ou (17) 9137-8116
DIA 30/10 – Sábado às 16h00 às 18h00

TEMA: DESMISTIFICANDO AS INFLUENCIAS ESPIRITUAIS
Ismael abordará as conseqüências e causas das influencias espirituais, posturas negativas e positivas.

VOCÊ PODERÁ ENVIAR AGORA SUA PERGUNTA QUE IREMOS FAZER A ISMAEL. SE VOCÊ NÃO ESTIVER NO HORÁRIO DO PROGRAMA NÃO SE PREOCUPE, IREMOS GRAVÁ-LO E DEPOIS POSTAR NA REDE AMIGO. CONTO COM SUA PARTICIPAÇÃO.
ESTE SERÁ UM PROGRAMA TESTE PARA OUTROS QUE PODEREMOS CRIAR NO FUTURO.



Ismael Batista é mineiro da cidade Guaxupé. Palestrante motivacional, capacitador de cursos e treinamentos. Como expositor espírita tem dado expressivo destaque no campo do relacionamento humano. Seus trabalhos se tornaram muito apreciados, pois são bem humorados, doutrináriamente corretos, com exemplos práticos do cotidiano. Já se apresentou na capital e em todas as regiões estado de S.P, também em MG, MS,RJ,GO. Autor de dois livros: Vencendo dificuldades de relacionamento e Um Perfume Inesquecível - este de natureza mediúnica pelo espírito Otília e lançará em 2010 - Em busca da Humildade (romance) e O Espiritismo e os tormentos modernos (reflexões). Foi presidente e diretor de USEs por várias gestões, dirigiu e fundou entidades em S.José do Rio Pardo por 30 anos. De volta a terra natal em 2009, hoje trabalha no Centro Espírita Nova Era ministrando cursos doutrinários e dirigindo o IDEG – Instituto de Divulgação Espírita de Guaxupé. É coordenador do ENCONTRO DE AMIGOS DE CHICO XAVIER DE GUAXUPÉ - um grande encontro anual de trabalhadores. No campo social tem colaborado com os projetos do C.E. NOVA ERA , LUZ DA VIDA (portadores de câncer) e ADOLESCENTE CIDADÃO – do Rotary Clube

Conheça o trabalho de Ismael Batista acessando nossos vídeos:
http://espiritismoemvideo.blogspot.com/2010/08/palestra-vencendo-como-dificuldades-de.html
http://espiritismoemvideo.blogspot.com/2010/05/entrevista-com-ismael-batista-da-silva_04.html
http://espiritismoemvideo.blogspot.com/2009/09/trecho-da-entrevista-de-ismael-batista.html
http://espiritismoemvideo.blogspot.com/2009/06/palestra-o-lado-luz-das-provacoes-da.html


segunda-feira, outubro 18, 2010

Aconteceu o 4º Conejovens 2010 em Auriflama/SP

Mocidade de Jerônimo Mendonça com José Antonio
Aconteceu durante todo o dia deste domingo 17/10/2010 o 4º Conejovens (Confreternização de Jovens e Mocidadess Espíritas). O evento organizado pela Mocidade Espírita Jerônimo de Mendonça, de Auriflama/SP, como sempre o encontro primou pelo entusiasmo e por extrema organização. Tudo muito bem feito e com carinho para os participantes da cidade de Auriflama. 
 Os oradores Luiz Carlos e José Antonio
Duas palestras maravilhosas com Luiz Barros Costa, de Fernandópolis, SP, que desenvolveu o tema: A Responsabilidade dos Jovens Frente a Doutrina Espírita e José Antonio da Cruz, de Catanduva/SP que abordou o tema: O Jovem Perante A Sociedade – Vícios, Desafios e Soluções.                                    


Apresentaram-se o Grupo Musicals Seareiros do Mestre e Coral Harmonia, ambos de Birigui/SP; o grupo de teatro da Aliança Espírita Varas da Videira, de Araçatuba, SP, com integrantes da evangelização e  mocidade apresentaram a peça “Relembrando Chico Xavier”.  



Compareceram delegações de Votuporanga, Jales, Populina, Birigui, Araçatuba, Iturama/MG, Catanduva, Guzolândia. Durante o conclave foi lembrada a figura da grande trabalhadora Florinda de Oliveira Dainezi que não pode estar presente neste Conejovens por problemas de saúde.   
      Os vídeos completos estarão disponíveis na Rede Amigo Espírita  www.amigoespirita.ning.com, confiram alguns momentos abaixo.




quinta-feira, outubro 14, 2010

Aconteceu o 6º Congresso Espírita Mundial em Valencia na Espanha


Vísão parcial do público


Na manhã do dia 10 de outubro foi iniciado o 6º. Congresso Espírita Mundial, promovido pelo Conselho Espírita Internacional, no recinto da Feira de Valencia, em Valencia (Espanha). O evento foi iniciado com apresentações eruditas com artistas locais e de Henrique Baldovino, este executando peças de Mozart, comparando os estilos de encarnado e de espírito (vide Revista Espírita). 

Divaldo Pereira Franco

Ocorreram saudações do presidente da Federação Espírita Espanhola Salvador Martin e do secretário geral do CEI Nestor João Masotti, seguindo-se palestra por Divaldo Pereira Franco, subordinada ao tema central do evento “Somos Espíritos Imortais”. A mesa foi composta pela Comissão Executiva do CEI que, além de Salvador e de Nestor, é integrada por: Antonio Cesar Perri de Carvalho, Charles Kempf, Edwin Bravo, Elsa Rossi, Fábio Villarraga, Jean Paul Évrard, Olof Bergman


.
Neste evento aconteceu a 1ª. Feira do Livro Espírita da Espanha e a EDICEI está lançando mais de uma dezena de livros em vários idiomas. A FEE montou uma mostra sobre o pioneiros espíritas espanhóis. Entre os palestrantes do primeiro dia, a pesquisadora americana Carol Bowman abordou o tema sobre pesquisas de reencarnação em crianças e houve o lançamento pela EDICEI de seu livro “Las Vidas Pasadas de los Niños”.




Palestra Médiuns e Mediunidade com Dr. Sérgio Felipe de Oliveira

Chico Xavier foi um destaque importante nos temas abordados no segundo dia do 6º Congresso Espírita Mundial, promovido pelo Conselho Espírita Internacional, em Valencia (Espanha). Especificamente ocorreram as palestras sobre o Centenário do médium – “Contribuições de sua Obra Psicográfica”: Marlene Severino Nobre – “Exemplo de Vida” e Antonio Cesar Perri de Carvalho – “Impacto da Obra no Mundo”, e, houve uma apresentação artística de Ana Ariel.
















Dois filmes com base em livros psicográficos de Chico Xavier foram apresentados. Exibiu-se o trailer do filme “E a Vida Continua...”, seguindo-se alguns comentários pelos diretores Paulo Figueiredo e Oceano Vieira de Melo. Este novo filme tem o apoio da FEB e será lançado no primeiro semestre do ano de 2011. Na véspera, houve uma exibição especial do filme “Nosso Lar”.


Trailer do Filme "E a Vida Continua"



Participaram  do Congresso: 1807 inscritos; países com maior número de inscritos: 1) Espanha - 773; 2) Brasil - 693; 3) Portugal - 67; 4) Estados Unidos - 60; 5) Suíça - 26; 6) França - 20; 7) Colômbia, Suécia, Reino Unido - com 15 cada; 8) Itália - 14; 9) Alemanha - 13; 10) Bélgica - 10. Em seguida, a este evento, prossegue a Reunião Ordinária do Conselho Espírita Internacional. A palestra de encerramento foi proferida por José Raul com o tema: Uma nova Era para a Humanidade e a prece final por Divaldo Pereira Franco.


Palestra: Uma Nova Era para a Humanidade - José Raul Teixeira




MENSAGEM DE COLAVIDA:
"Maestro Jesús.
En el momento en que se clausura el 6º Congreso Espírita Mundial, debemos agradecerte por todas las bendiciones con que nos honraste, agradecerte el bien, las oportunidades dichosas, el estudio de la Doctrina Espírita , las reflexiones profundas al respecto de la verdad y el momento de Convivencia Espiritual Internacional y también agradecerte por el mal que no logró perturbarnos por cuanto administraste las tareas de la Divulgación del Consolador no solamente en tierras españolas sino en diferentes cuadrantes del mundo.
Maestro Incomparable, te apreciamos de seguir en esta labor que las ganas terrestres no logren destruir porque es la claridad Divina de tu Evangelio restaurado por los Espíritus. Facúltanos perseguir en el intercambio saludable en que las fronteras entre las dos vibraciones,  material y espiritual, desaparezcan en esta nueva hora que ya se vive en la Tierra. Los espiritistas sepamos demostrar como los Cristianos Primitivos la excelencia de tus Enseñanzas.
Tú, que nos propiciaste estos tres días de convivencia espiritual superior, alárganos los horizontes  para que prosigamos indefinidamente hasta que se instale en el planeta terrestre el reino de amor que iniciaste hace dos mil años.
Por más que intentemos agradecerte, no salimos del lugar común de las palabras y por ello nos comprometemos vivir realmente el Significado Divino de tus Enseñanzas para que todos sepamos que te pertenecemos a la familia, y sin embargo las diferencias alternativas somos las ovejas de tu rebaño que cada tiempo retorne a sus sitios, sus provincias, sus países, llevando no solamente la alegría, el aplauso, la satisfacción de aquel haber estado, pero principalmente el Compromiso de Servir al Espiritismo antes que del Espiritismo servirse para proyectarse. Que la nueva Era sea caracterizada por la luz de nuestra eternidad y por la construcción de un mundo mejor.
Nosotros los Espíritus que participamos del Movimiento Espírita de España y vosotros con vuestros Guías Espirituales que con vosotros confraternizan les abrazamos con infinita ternura y rendimos gracias a Dios, el Padre Celestial.
Os abraza,
José María Colavida (1), deseando mucha paz a todos.

(Recebida psicofonicamente por Divaldo Pereira Franco durante a prece de encerramento do Congresso) 

terça-feira, outubro 12, 2010

Palestra: Apometria não é Espiritismo

Foi realizada domingo (10/10) mais uma palestra comemorativa aos 65 anos do Centro Espírita Caminheiros do Bem em Auriflama/SP. O Delegado de polícia aposentado Dr. Luiz Carlos Barros Costa da cidade de Fernandopolis/SP abordou o tema "Apometria não é Espiritismo". Uma ótima palestra e aula de Espiritismo. Confiram.

Trabalhando os Trabalhadores


TRABALHANDO OS TRABALHADORES

Joana Abranches 

     Uma das coisas mais complexas no cotidiano de uma Casa Espírita é administrar as diferenças comportamentais entre os trabalhadores. Aqui e ali, por um motivo ou por outro, pipocam os atritos e melindres, muitas vezes encobertos pelo silêncio em nome da “caridade”, mas evidentes nos olhares atravessados, nos recadinhos indiretos e não raras vezes no afastamento inexplicável daquele companheiro que parecia tão entusiasmado... Quando chega a este ponto é que a guerra de persona, idéias e vibrações já atingiu o seu ponto máximo.
     Não desanimemos. Onde há gente há problemas. Graças a Deus!... Porque onde há gente há também muito trabalho a ser feito e muita oportunidade de crescimento espiritual em contato com o outro. A grande questão é como trabalhar as tais diferenças de forma que, apesar delas, haja uma convivência realmente fraterna e saudável sem prejuízo do trabalho.
     Todos somos diferentes e isso obedece a um propósito Divino. A natureza é assim. Se os iguais se atraem, os diferentes se complementam. Aquilo que para mim é prazeroso e fácil de realizar, já não é para o outro e vice-versa. É preciso apenas saber identificar, respeitar e integrar essas diferenças, abandonando aquele equivocado conceito de uniformidade que robotiza, que exige consenso em nome de uma harmonia questionável e disponibilidade integral em nome da dedicação; Que deixa implícita a exigência de todos rezarmos na mesma cartilha e de estarmos aptos e disponíveis todo o tempo a todo o tipo de tarefa na Casa Espírita se quisermos figurar no rol dos “trabalhadores da última hora”, dos “escolhidos”. Pronto. Já temos aí o esteriótipo criado e “sacramentado”. Quem não se enquadrar está fora.
     Este é o ponto. Os problemas nos Grupos Espíritas acontecem não por causa das diferenças, mas pela nossa inabilidade em trabalhar com elas enquanto trabalhadores e lideranças.
      Lembremos que a diversidade das flores e ramagens é que confere a beleza e harmonia que nos encanta num jardim, mas por trás de tudo está o trabalho do paisagista, que traçou canteiros e reuniu espécies, combinando cores, formas e, sobretudo, considerando os níveis de resistência e fragilidade para dispor a localização de cada planta. O mesmo se dá na Instituição Espírita. Companheiros com características diversas de personalidade, amadurecimento e aptidão podem estabelecer uma perfeita harmonia em sua diversidade. Mas o “paisagismo” cabe aos dirigentes.
     Quem não conhece no seu grupo, por exemplo, alguém que se encaixe no perfil trabalhador “Faz-tudo”? Isso mesmo. Ele parece ter mil e uma utilidades. Dinâmico, disponível, ágil, este companheiro pode ser extremamente útil na execução de atividades práticas. Mas não o chame para reuniões de planejamento porque ou não vai comparecer ou vai cochilar. Para ele é um martírio ficar parado.
     Já tem aquele que é o “viajante de plantão”; é aquele companheiro idealista, que sonha, faz projetos para o futuro e de vez em quando chega com uma idéia fantástica que ele jura que foi uma inspiração do mundo espiritual (e não importa de onde venha se for viável e positiva). Excelente para atuar no planejamento, estruturação e reestruturação das atividades, com ele em cena não há acomodação que resista. Está sempre propondo, ousando, criando, buscando alternativas inovadoras para a solução de velhos problemas de uma forma que “ninguém tinha pensado nisso antes...”Mas na hora de desmontar uma mesa... é parafuso pra todo lado e martelada no dedo.
     Ah, e que grupo não tem o “certinho”? Extremamente racional e organizado, tudo ele anota, quantifica, formaliza. Para ele tudo tem que estar “preto no branco”. Quem melhor para atuar na área administrativa? Afinal, registrar, fazer contas, controlar e distribuir recursos na medida certa é com ele mesmo.
     Por outro lado temos o “artista”, aquele que não abre mão do lúdico e está sempre a inserir música, teatro e outras manifestações de arte em todas as atividades. Graças ao seu espírito sensível e talentoso as reuniões comemorativas vão estar salpicadas daquela chama de emoção e entusiasmo tão necessária para reabastecer os ânimos e impulsionar pra frente. Ideal para desenvolver trabalhos que envolvam crianças e jovens, este companheiro sacode a mesmice, dá aquele toque de motivação e estimula como ninguém a integração fraterna.
     Não poderíamos esquecer ainda do “paizão” ou “mãezona” do grupo. Afetivos, sensíveis, conciliadores, os companheiros com este perfil tem o poder de unir, reunir, apaziguar, conferir um sentido real de família à equipe. Sua habilidade em promover o diálogo e quebrar resistências quando há conflitos é imensa porque falam diretamente ao
coração dos demais. Queridos e respeitados pelo amor e equilíbrio que irradiam, esses irmãos são fundamentais para a manutenção da paz na Instituição. São elementos que, entre outros, podem dar uma contribuição importantíssima nas reuniões de Atendimento Fraterno, pois possuem um elevado grau de afetividade que os dispõe naturalmente a acolher e abraçar os que sofrem.
     Temos ainda o introspectivo, o extrovertido, o estudioso, o afoito, o ponderado, o questionador, o acomodado, o “modernoso”, o conservador e por aí vai. E quem de nós se aventuraria a discorrer sobre a maior ou menor importância deste ou daquele trabalhador, conforme os perfis aqui relacionados?
     Na verdade todos se completam. Todos são insubstituíveis e indispensáveis em suas peculiaridades porque - enquanto não conseguimos ser perfeitos - este é um excelente exercício de aperfeiçoamento, já que é imprescindível aparar as arestas para nos encaixar nesse desafiador quebra cabeças que é formar uma equipe onde somos chamados a trabalhar para nada mais nada menos do que Jesus.
     Quando interiorizamos isto buscamos o entendimento. E quando buscamos o entendimento - olhem só que coisa maravilhosa! – as peças se encaixam.  Enquanto uns sonham outros ponderam, enquanto uns planejam outros concretizam, enquanto uns organizam outros adornam, enquanto uns são música outros são livro, enquanto uns são silêncio outros são sonoridade. E assim vamos nós. Trabalhando com as diferenças e assegurando a continuidade da obra. Enquanto isso estamos crescendo, amadurecendo, aprendendo a fazer concessões, a ser voto vencido, a discordar sem “rosnar” e tantos outros exercícios de reforma íntima.
     O grande e real problema é este radicalismo autoritário ainda tão impregnado nas lideranças, que inadvertidamente impõem o enquadramento de seres diferentes em um padrão de comportamento rígido e único.
Todo mundo tem que pensar igual, tem que ter a mesma disponibilidade, senão é sinal de que não se esforçou o suficiente. Alguém aí tem um “esforçômetro”?
     Sim, porque para medir o quanto cada companheiro está se esforçando para dar a sua contribuição, mesmo que aparentemente pequena, precisaríamos de um.
     O segredo é nos valer das diferenças para potencializar o trabalho. Ninguém espere mar de rosas. Impossível não haver conflito onde existe diversidade, imperfeição e forças espirituais contrárias prontas para acionar o estopim do orgulho e da vaidade tão presentes ainda em todos nós. Aqui é aquele companheiro veterano que rejeita as novas idéias dos recém-chegados porque só ele é o detentor absoluto da experiência; ali é outro que chega querendo mudar tudo, desconsiderando aqueles que ali já estavam muito antes da sua chegada construindo o que ele encontrou; Acolá é aquele que quer colocar o mundo dentro da casa espírita; mais além é aquele outro que quer tirar a casa espírita do mundo... e um sem fim de situações corriqueiras no cotidiano espírita.
     Cabe às lideranças estabelecer um processo de observação e pacificação. Há que se administrar os conflitos para que as relações não sejam abaladas, pois o relacionamento interpessoal é a coluna vertebral da Casa Espírita; se ele está abalado, não se caminha ou se caminha para o caos. E não adianta julgar. Não adianta vir com aquele discurso que o fulano é espírita e deveria agir assim ou assado, porque todos nós
sentimos na pele a dificuldade de sermos na prática tudo o que, teoricamente, sabemos que precisamos ser. Como já dizia o meu velho e sábio avô “muitas pessoas entraram para o Espiritismo,
mas o Espiritismo ainda não entrou nelas”... e por falar nisso... Será que o Espiritismo, de verdade, já “entrou” em nós de forma tal que nos confira autoridade para avaliar os demais companheiros como bons ou maus espíritas? Há que se ter a humildade de admitir que todos estamos engatinhando em relação à transformação moral que nos fará o verdadeiro espírita que ainda não somos. Só assim trocaremos o dedo em riste por mãos unidas no mesmo esforço.
     Um eficaz antídoto contra os atritos é promover a avaliação periódica das atividades do grupo. Mas avaliar não é colocar os companheiros no paredão. Avaliar é reunir todos os trabalhadores sistemáticamente, num clima familiar, onde todos são ouvidos de forma democrática e imparcial; é levar a equipe a se debruçar sobre o que está sendo feito, discutir sobre as dificuldades e possibilidades, mantendo, aperfeiçoando ou corrigindo a rota onde for necessário.
     Mas é também urgente repensar as decisões de cima pra baixo. Não raro, a diretoria decide e os demais trabalhadores executam, sem que de alguma forma tenham sido ouvidos enquanto elementos fundamentais para a execução das tarefas. Questionar nem pensar, sob pena de serem incluídos imediatamente no tratamento de desobsessão diante da afirmativa paternalista que ”o nosso irmão está precisando muito de preces...” esta é a pena impiedosa de descredibilização “caridosamente” imputada àqueles que ousam “subverter” a ordem vigente.
     E diante disto a gente se pergunta: Quando é que nós espíritas vamos conseguir estabelecer a diferença entre hierarquia e autoritarismo? Quando é que vamos parar de medir o valor dos companheiros pelos cargos que ocupam ou pelos títulos que ostentam? Quando é que vamos parar, enquanto dirigentes, de usar os trabalhadores enquanto mão de obra passiva para projetos que não são de todos, mas de alguns?   Quando é que vamos parar de tomar questionamentos legítimos como ofensas pessoais e influência de obsessores? Já passou da hora de abandonar tais heranças reacionárias de existências passadas e avançar para a postura simples, respeitosa e justa que minimamente se espera de uma liderança espírita.
     A saída é um diálogo constante, fraterno e o mais transparente possível, recorrendo a uma conversa amorosa, não só nas reuniões regulares de avaliação, que é o momento certo de refletir sobre o que não anda bem, mas buscando este diálogo no cotidiano da Instituição - em nível individual ou coletivo - sempre que os problemas surgirem.  Omissão por medo de provocar ruptura é um equívoco. Se não criamos coragem de pegar o boi pelos chifres, intervindo junto aos conflitos e divergências quando necessário, estaremos perigosamente contribuindo para que se avolumem. Esconder os problemas não nos liberta deles, pelo contrário, faz com que ganhem força. E de repente lá estão eles, nas conversas de corredor, nos afastamentos repentinos ou nos debates acalorados em momentos impróprios, determinando de forma totalmente negativa a dinâmica das relações e, consequentemente, da Instituição.
     Poeira acumulada debaixo do tapete leva a uma alergia tal que aos poucos vai tornando impossível a permanência no ambiente, ou seja, se fecharmos os olhos às dificuldades, quando os abrirmos poderemos tristemente constatar o esvaziamento da Casa, de forma literal ou pior: O desencanto, a ausência da fraternidade legítima, a presença pela “obrigatoriedade”de cumprir o compromisso e não pela alegria de estar junto, que é a base de tudo.
     A responsabilidade é grande. Se não quisermos ser “cegos a guiar cegos”, precisamos compreender que conhecimento doutrinário, por si só, não habilita ninguém a estar à frente de Instituições Espíritas. É preciso também muita autocrítica e um mínimo de humildade. Quando convidados a assumir a liderança de nossos grupos, antes devemos nos perguntar se temos perfil para tal, se temos equilíbrio suficiente para atuar como mediadores, aglutinadores, pacificadores, como líderes e não chefes ou donos de coisa alguma, porque senão, ao menor estranhamento vamos ser os primeiros a pegar a nossa malinha e sair por aí atrás do utópico grupo ideal, deixando para trás companheiros divididos e desnorteados.
     As chances de êxito são infinitamente maiores quando nos dispomos a exercitar esse tal amor, que não é algo tão longínquo quanto podemos supor; que começa se expressando simplesmente pela valorização dos pontos positivos dos companheiros, em detrimento dos negativos que possam ter; que se faz presente no exercício da tolerância, não porque somos bonzinhos e amamos todos os companheiros de forma igual - porque isto não acontece nesse estágio em que nos encontramos - mas porque temos consciência de que todos estamos no mesmo barco em termos de deficiências espirituais e que cada um precisa da tolerância do outro.
     Se não buscarmos nutrir pelos companheiros esse amor possível, vamos continuar brincando de espírita bonzinho e, no fundo, só nos aturando, assim como qualquer profissional no seu ambiente de trabalho. Mas se existir afeto, a gente cede aqui, cede ali ou não cede, porque existem coisas que não dá para transigir, mas diz o que tem que dizer de uma forma sincera, porém amorosa, fraterna e, lembrando Jesus, vamos conversando com o nosso irmão em reservado “e se ele vos entender”, diz o mestre,”então tereis ganho o vosso irmão”.
      Difícil?... Mas quem foi que disse que é fácil evoluir... e que se evolui sem conviver?!?  Pensemos
nisto.  

* Joana Abranches - Assistente Social e Presidente da Sociedade Espírita Amor
Fraterno – Vitória/ES

sexta-feira, outubro 08, 2010

TRIBUTO A ALLAN KARDEC


Na semana que comemoramos os 206 anos de nascimento do Codificador da Doutrina Espírita, Hyppolyte Léon Denizard Rivail (Allan kardec), nascido em 03/10/1804 em Lion (França) deixamos a nossa gratidão e homenagem através da disponibilização aos amigos o vídeo da Peça Teatral “Allan Kardec, o Homem Universal”, bem como  o clipe musical “Kardec, obrigado” da artista Mônica Mendonça exibido pela TVCEI.
A peça teatral é interpretada por trabalhadores da Aliança Espírita Varas da Videira, da cidade de Araçatuba/SP. Os atores amadores, sob direção de Ofélia Candil se apresentaram no dia 18/10/2009 durante o 3º CONEJOVENS (Confraternização Espírita de Jovens em Auriflama/SP).  A peça mostra os primeiros contatos de Allan Kardec com os fenômenos das mesas girantes até o surgimento de “O Livro dos Espíritos”.
Realmente foi um dia inesquecível, que marcou nossos corações e que compartilho a todos os espíritas e simpatizantes que ainda não conhecem como surgiu a Doutrina Espírita.


Peça Teatral Kardec, o Homem Universal
 

segunda-feira, outubro 04, 2010

Palestra: As 3 etapas da Revelação Divina

Palestra proferida pela oradora Jane Maiolo da cidade de Jales em comemoração aos 65 anos de fundação do Centro Espírita Caminheiros do Bem, que ocorreu dia 03/10/2010 em Auriflama/SP

domingo, outubro 03, 2010

Como Os Espíritos podem penetrar nossos Pensamentos

GRATIDÃO A KARDEC - 206 anos do nascimento do codificador do Espiritismo

GRATIDÃO A KARDEC

Allan Kardec, 1804-1869


                                               O Evangelho Seg. O Espiritismo.
                                                              Capítulo XVII - 4

      O mundo atolava-se na incredulidade, tripudiando sobre a idéia de Deus.
      Entretanto, Kardec, nas páginas de “O Livro dos Espíritos”, descortinou os horizontes da imortalidade e assentou os fundamentos da fé raciocinada.


      O mundo afundava-se na superstição, cultivando situações supostamente sobrenaturais.
      Contudo, Kardec, nas considerações de “O Livro dos Médiuns”, desvendou a dimensão espiritual da vida e explicou o fenômeno mediúnico.


      O mundo mergulhava no desespero, olvidando o amor e a caridade.
      No entanto, Kardec, nas dissertações de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, reafirmou o ensino moral do Cristo e trouxe de volta a Boa Nova em sua pureza primitiva.


      O mundo escravizava-se à intolerância religiosa, temendo o destino após a morte.
      Todavia, Kardec, na discussão lúcida de “O Céu e o Inferno”, contestou as penas eternas, expôs a justiça divina e exaltou a misericórdia do Pai.


      O mundo perdia-se no labirinto das interpretações teológicas, enredando-se na trama dos dogmas rígidos.
      Entretanto, nos capítulos de “A Gênese”, Kardec discorreu com simplicidade e clareza sobre a origem da Terra e do homem, do bem e do mal, e interpretou à luz da razão os milagres e as predições de Jesus.


      Ao codificar o Espiritismo, Allan Kardec revolucionou o conhecimento humano, convocando a Ciência e a Filosofia a experimentar e pensar no mais Além.
      Enderecemos, pois, ao valoroso missionário de Lyon nossa mais profunda gratidão, pelo bem que semeou em nosso caminho, abrindo-nos o coração para a fé inabalável na vida futura e dando-nos a certeza de que o sofrimento de hoje é o prenúncio da felicidade no amanhã.

                                                                               ANDRÉ LUIZ.

(Página psicografada por Antônio Baduy Filho, no Culto do Evangelho do Sanatório Espírita José Dias Machado, na manhã do dia 21 de abril de 1996, em Ituiutaba - Minas Gerais – Brasil).

sábado, outubro 02, 2010

Entrevista com Divaldo Pereira Franco

Entrevista com o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco em que são abordados, brevemente, alguns temas relevantes e polêmicos no meio espírita como a reencarnação de Emmanuel, a alma dos animais na espiritualidade, transexualidade, pederastia e lesbianismo, traição, a prática do bem, etc!