Mostrando postagens com marcador Eugenia Maria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eugenia Maria. Mostrar todas as postagens

sábado, fevereiro 13, 2010

Eventos Espíritas na Região




PALESTRA PEDAGOGIA DAS DIFERENÇAS COM EUGENIA MARIA

Palestra com EUGENIA MARIA (Jales)
Tema: Pedagogia das Diferenças
Dia 28/02 – Domingo às 19:30 hs
Local: Centro Espírita Caminheiros do Bem
Rua José Barbosa, 58-41 Bairro Centro
Auriflama/SP


Eugenia Maria Pinheiro Ramires é professora, escritora, jornalista, pesquisadora e oradora espírita. Mantém um programa espírita diário (Transcendendo) na rádio Melodia de São José do Rio Preto. É autora dos livros Acordes do Coração, Diário da Meditação, Crianças Esquecidas, Pedagogia das Diferenças e “E nós, aonde vamos?” (no prelo)

















segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Artigo: Muito além das competências

Muito além das competências



    Todos os professores anseiam por uma mudança radical que possibilite desenvolver competências em vez de passar conteúdos e fazer avaliações. Só que o rompimento do processo é gradual, mostrando resultados. Para isso é necessário muito estudo e práticas novas, mesmo tendo de cumprir os padrões exigidos pelo modelo atual-medieval.

    É preciso entender que somos seres espirituais e que as diferenças não combinam com padrões. Pensar nisso já é um começo para desconstruir aos poucos os velhos métodos, unindo forças e grupos que pensam a mesma coisa para exigir as transformações que já estão começando, mesmo que ainda não as percebamos.

    A burocracia existe, mas é necessário seguir novos modelos, procurando sempre avançar e não desanimar, nem se deixar levar pela revolta. O que vai resolver é a prática do conhecimento, rompendo barreiras, mesmo que isso tenha um custo elevado, pois os resultados compensam os desgastes e os enfrentamentos.

    É preciso forçar a ruptura, sim, e não apenas ficar reclamando das obrigações impostas pelo sistema, pois há teóricos e pensadores que mesmo com as melhores das intenções ainda não entenderam essa necessidade de transformação e de impor uma nova ordem pedagógica, ou como disse Divaldo Franco, uma nova psicopedagogia.

    Também não podemos exigir educação só para ricos ou esperar que o governo dê as ferramentas e os salários necessários para o trabalho dos educadores. Lutar por melhores condições é obrigação de todos, mas temos de ter a consciência de que educação cabe em qualquer lugar.

    Junto com essas reivindicações temos que nos doar com muito amor pelos pequenos seres que todos os dias estão à nossa espera para crescer como espíritos que vieram para evoluir.

    Ensinar a aprender e não apenas ensinar, despertando em cada indivíduo as suas potencialidades. Essa é a regra que o governo e o sistema, mais dia, menos dia, terão de engolir e apoiar.

    As imposições burocráticas marginalizam, levam ao fracasso e impedem as mudanças. O que deve ser mudado todos já sabemos. Quebrar o paradigma da educação como um todo é obrigação de quem quer evoluir. Temos de rever tudo. Só isso. Como fazer, é outra história que pode começar em nós mesmos, em nossas consciências e em nossas competências.

    A nova geração se recusa a aprender dentro dos velhos padrões da moderna educação.

    Sem entender isso, vamos continuar reclamando, deixando tudo como está

Eugenia Maria é professora, jornalista e pesquisadora.
Coordenadora do Projeto FloreSer :http://projetofloreser.blogspot.com/